quarta-feira, 27 de maio de 2015

Editorial do Presidente - Narradores de Rodeios

          No Movimento Tradicionalista Gaúcho encontramos muitas oportunidades de participação das pessoas. Cada tradicionalista escolhe um espaço e procura ser reconhecido, satisfazer seus anseios ou necessidades ou mesmo exercer uma atividade que lhe renda satisfação, realização pessoal e, até, algum recurso financeiro. Portanto, há espaços generosos para todos, do declamador ao ginete, do dançarino ao laçador, do gaiteiro ao breteiro, do trovador ao narrador, e assim por diante.
          Uma das atividades mais específicas e que requer habilidade e um tanto de esforço, treinamento e dedicação é a de narrador de rodeios. Do narrador se espera que seja um bom de locutor, bom observador, que memorize nomes, pelagens de animais, datas, etc., além de que tenha boa organização, pois em muitas oportunidades é também um apontador.
          Os narradores surgiram praticamente junto com os torneios de tiro de laço e gineteadas que evoluíram para os rodeios. Eles tiveram grande importância no desenvolvimento da atividade, pois que, além de auxiliarem na organização das competições, também passaram a abrilhantar as festas pela capacidade que desenvolverem como animadores e estimuladores, tanto dos competidores quanto do público.
          No início dos anos dois mil, o MTG criou, por solicitação dos próprios narradores, um departamento específico, com o objetivo de que eles pudessem encontrar um lugar de apoio para qualificação, organização e troca de experiências. Esse departamento, diferentemente dos outros, possui uma diretoria eleita e uma assembleia geral, ambas compostas por narradores. Para integrar o departamento, o narrador manifesta o desejo e se submete a uma avaliação. Se aprovado, o narrador passa a integrar a assembleia do departamento.
          Quanto ao exercício da atividade, não há maiores restrições ou exigências. Cada narrador acerta a sua participação nos eventos diretamente com os promotores. A atividade pode ser gratuita ou remunerada. As duas imposições efetivas são: 1) narrar somente em eventos promovidos por entidade filiada ou associação de criadores de equinos; 2) cumprir as mesmas regras e exigências a que todos os tradicionalistas se submetem (pilcha, comportamento, observância da carta de princípios, linguajar, etc.).
          Nos últimos tempos, tem havido algumas situações desagradáveis envolvendo alguns poucos narradores que tem se rebelado contra as regras que eles mesmos ajudaram a aprovar. Mas são poucos e, aos poucos, estão se afastando do departamento.
           O importante é reconhecer a importância dos que se dedicam à atividade de narração de provas campeiras nos rodeios crioulos. São tradicionalistas que se especializaram no desempenho de uma atividade. São raros os que dependem exclusivamente dessa atividade. Na maioria dos casos a narração de rodeio é uma atividade complementar, de lazer e, eventualmente, uma forma de complementação de ganho.
          A todos os narradores que são exemplo, pela pilcha que usam, pelo amor à tradição, pelo linguajar gauchesco e sóbrio que empregam, pela dedicação aos rodeios, pela oração que fazem na hora da ave-maria, pelo incentivo aos jovens e pela valorização da família, a todos eles, o reconhecimento e a admiração do Movimento Tradicionalista. E aos que não se deixam levar pelo discurso de que o tiro de laço é somente um esporte e que seguem defendendo a ideia de que se trata, acima de tudo, de uma manifestação cultural que precisa ser preservada e mantida nesse patamar superior, uma palavra de agradecimento em nome dos mais de 400 mil jovens que participam das diversas atividades do tradicionalismo gaúcho organizado por amor à tradição e por respeito à história do Rio Grande do Sul.

Manoelito Carlos Savaris
Presidente MTG

terça-feira, 26 de maio de 2015

Nota de Instrução sobre o quesito Indumentária

NOTA DE INSTRUÇÃO 01/15

Dispõe sobre procedimentos e orienta a avaliação dos grupos de danças no quesito “indumentária” para o ano de 2015 e até edição de nova orientação.


1. DOS OBJETIVOS

a.    Esclarecer as entidades filiadas a respeito de procedimentos quando tratar de indumentária para os grupos de danças tradicionais que participam de atividades competitivas e, especialmente do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha – ENART;

b.    Orienta a forma de avaliação dos grupos de dança, no quesito Indumentária, durante o ano de 2015 e até a edição de novas orientações ou edição de nova Diretriz relativa ao tema.

2. DA ABRANGÊNCIA

a.    ENART 2015, em todas as suas fases, rodeios e festivais em que haja avaliação de indumentária dos grupos de danças tradicionais das categorias adulto, veterano e xirú.

b.    Rodeios e festivais em que haja avaliação de indumentária, para as categorias adulto, veterano e xirú.

c.    Esta NI NÃO se aplica ao Festival Gaúcho de Danças – FEGADAN, que segue orientações específicas.

3. DAS JUSTIFICATIVAS

a.    Considerando a decisão do Congresso Tradicionalista de Uruguaiana para o reestudo do tema que envolve indumentária, especialmente a de cunho histórico;

b.    Considerando a nomeação de uma comissão para reestudar o assunto e revisão da bibliografia, com a definição de utilização, no ano de 2015, exclusivamente o livro “Indumentária Gaúcha”, publicação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, como fonte de referência;

c.    Considerando o resultado dos debates estabelecidos por ocasião do Painel Geral de Indumentária do MTG, realizado no dia 25 de abril do corrente ano;

4. DA DELIBERAÇÃO

a.      O grupo que utilizar trajes históricos, deverá observar, na confecção das vestimentas, o que está disposto nas páginas 125 até 152 e 161 a 166 do livro base, que apresenta, de forma didática, a classificação dos trajes de época e a descrição das peças a serem utilizadas. Já o grupo que utilizar o traje atual deverá atentar para as Diretrizes para a Pilcha Gaúcha atualizada, conforme as Convenções Tradicionalistas de nº 76ª, 77ª e 78ª.

b.    O grupo que optar pela utilização da bota garrão de potro no traje farroupilha, poderá fazê-lo, DESDE QUE a prenda esteja acompanhando a época/traje/condição social, calçando sandálias (página 33, figuras 3 e 4), tamancos ou mantendo os pés descalços.

c.    As prendas que utilizarem traje da época farroupilha poderão ter seus cabelos presos em coque, além dos outros penteados já previstos na página147.

d.    O traje feminino da época farroupilha permite pequenos e discretos bordados no casaquinho (gola, punho) e na blusa, pequenas rendas e bordados discretos na mesma cor, vedado o uso de linhas de seda.

e.    O traje masculino da época farroupilha exige a utilização de colete ou jaleco, ou ainda, dos dois.

f.       Quanto à utilização do pala, somente serão aceitas duas formas de uso: a meia espalda ou sobre o ombro. Para atar o pala pode ser usado um tento de couro, argola de osso, anel de metal, ou ainda, o mesmo pode ser preso por um nó. Salienta-se que a utilização exige que o pala seja dobrado ao comprido, e não enrolado.

g.    O uso de colete de couro somente será permitido no traje primitivo (chiripá saia de algodão).

h.   Os grupos poderão representar, através de seus trajes, as épocas de transição. Todavia, somente será aceito o uso de dois trajes no mesmo grupo, se estes forem:
1)    Chiripá primitivo (saia de lãzinha) com chiripá farroupilha, sendo que a prenda deverá acompanhar a mesma época/classe social do peão;
2)    Chiripá farroupilha com bombacha.

OBS: Os trajes de estancieiro e de chiripá primitivo de algodão, em hipótese alguma, serão aceitos como transição, ou usados em conjunto com outros trajes. Os grupos que optarem por sua utilização deverão vestir todos os dançarinos com peças representativas da mesma época/classe social.

i.        No traje de estancieiro, os calções e a jaqueta não podem ser de cores diferentes.

j.      Observa-se que o traje feminino da época do estancieiro permite que, no arremate do véu com a peneta, possam ser usadas pequenas e delicadas flores.


Porto Alegre, 06 de maio de 2015.

Manoelito Savaris
Elenir Winck

José Roberto Fischborn

Deputado Afonso Hamm participa de reunião no MTG

          O Deputado Federal Afonso Hamm esteve presente em uma reunião que aconteceu na sede do MTG, na manhã desta segunda feira, 25 de maio, para tratar do assunto que preocupa os tradicionalistas no Rio Grande do Sul: O PL 2086/2011, de autoria do Deputado Ricardo Trípoli, de São Paulo, que proíbe a realização de rodeios.
          O projeto de Ricardo Trípoli, intenta proibir, em rodeios ou eventos similares, perseguições seguidas de laçadas e derrubadas de animal. A proposição considera infrator o responsável consignado na licença ou alvará que autorizou a realização do evento, assim como, a autoridade, agente ou servidor que concedeu alvará ou licença para o referido evento.

O que diz o Deputado Afonso Hamm, relator do projeto:

- O rodeio é uma prática recreativa integrada a outros componentes da indústria cultural brasileira. Ao mesmo tempo representa uma atividade econômica que gera milhares de empregos;

- O rodeio é uma atividade que mantém viva a cultura e tradição do povo gaúcho que muito se orgulha da sua história;

- Conforme a lei estadual N° 11719/2002, Rodeio é "evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, gineteadas, pealo, provas de rédeas e outras provas típicas da tradição gaúcha".
          É importante ressaltar no que se refere ao bem estar dos animais, é de natureza do tradicionalista o tratamento adequado daqueles que fazem parte do espetáculo. Atitude essa, recomendada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).

          Pode-se constatar que houve a redução do tamanho da pista de corrida dos animais; foi extinta das atividades a cura do terneiro, entre outras práticas que são utilizadas garantindo que não haja maus tratos dos animais.
          Atualmente, no Brasil, segundo dados da Confederação Nacional de Rodeio, esse tipo de evento movimenta aproximadamente 300 mil empregos diretos e indiretos.

          No Rio Grande do Sul, os rodeios são responsáveis por 45% do turismo. É uma das provas mais importantes e tradicionais em diversos eventos realizados no Estado, que congrega tradicionalismo, cultura e lazer.

          A Lei estadual n° 14.342/2013, incluiu no calendário Oficial de Eventos do RS, os rodeios crioulos e as festas campeiras organizados por entidades filiadas ao MTG.
          No Brasil, o rodeio está regulamentado pelas Leis Federal N° 10.220/2001, que institui normas gerais relativas atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional. E também a Lei Nº: 10.519/2002, conhecida como Lei do Rodeio, que normatiza a realização eventos em que ocorrem rodeios, tornando obrigatória presença de um médico veterinário e proibindo o uso esporas pontiagudas, do transporte dos animais, alojamento, dos exames médicos, do piso arena controle de laços e das penalidades aos competidores.

sábado, 23 de maio de 2015

É de Passo Fundo a 1ª Prenda do Rio Grande do Sul

Prendas Mirins do RS 2015/2016
3ª Prenda Mirim - Milena Oliveira Correa 4ªRT - Centro Farroupilha De Trad.Gaúcha - Alegrete
2ª Prenda Mirim - Yasmin De Castro Reinehr - 20ªRT - CTG Tropeiros Do Buricá - Três De Maio
1ª Prenda Mirim - Gabriely Portela Ramos - 7ªRT - CTG Sentinelas Do Pago - Marau

Prendas Juvenis do RS 2015/2016
3ª Prenda Juvenil - Daiana Dal Ros - 9ªRT - CTG Clube Farroupilha - Ijui
2ª Prenda Juvenil - Jéssica Villar Rodrigues - 18ªRT - CTG Prenda Minha - Bagé
1ª Prenda Juvenil - Tassya Pereira Marasciulo - 6ªRT - CN Sentinela Do Rio Grande - Rio Grande

Prendas Adultas do RS 2015/2016
3ª Prenda - Diana Juciéli Ribeiro - 3ªRT - CTG Fronteira Da Amizade - Tuparendi
2ª Prenda - Aline Almeira De Souza - 8ªRT - CTG Alexandre Pato - Lagoa Vermelha
1ª Prenda - Marina Giolo - 7ªRT - CTG Lalau Miranda - Passo Fundo


Em 2016 Passo Fundo será sede da Ciranda Cultural de Prendas

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Reunião na sede do MTG para tratar sobre o Projeto dos Rodeios


Ciranda Cultural de Prendas realiza prova escrita e mostra folclórica hoje

           A programação da Ciranda Cultural de Prendas tem prosseguimento nesta sexta, 22 de maio, na FURG – Universidade Federal de Rio Grande, em Rio Grande, no Sul do Estado. Mais de 60 representantes das 30 regiões tradicionalistas realizam hoje prova escrita e montagem de Mostra Folclórica, atividades que serão avaliadas por um júri especializado e comporão o ranking de notas que revelará as novas prendas mirim, juvenil e adulta do Rio Grande do Sul.
          O evento prossegue no sábado, com a realização de provas orais e artísticas.
          A Ciranda tem como objetivos despertar o gosto pelas tradições e estimular a integração ao meio tradicionalista, bem como o aprofundamento na cultura rio-grandense, incremento cultural e intelectual das prendas, aperfeiçoamento de dotes artísticos e de relacionamento social.
          A Ciranda Cultural de Prendas é uma realização do Movimento Tradicionalista Gaúcho em ação conjunta com a Fundação Cultural Gaúcha e Prefeitura Municipal de Rio Grande. O patrocínio é do Supermercado Guanabara e da Planalto Transportes e o apoio é da Universidade Federal do Rio Grande - FURG, 6ª Região Tradicionalista, CTG Gel. Antônio de Souza Neto e Erva-mate Gaúcha da Serra. O evento conta com financiamento do Pró-Cultura RS, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

1ª RT realiza a 1ª Feira Literária e inaugura sua biblioteca


         No último final de semana, na sede da 1ª Região Tradicionalista, ocorreram dois importantes eventos: A inauguração da Biblioteca José Edson Gobbi Otto e a 1ª Feira Literária.

         Com um grande público presente, a inauguração foi um sucesso. Tradicionalistas, autoridades e familiares de Edson Otto puderam homenagear este grande nome de nossa cultura, com poemas, vídeos, depoimentos e a abertura de um belo espaço onde todos terão acesso a grandes obras da nossa tradição. Após as homenagens foi servido um coquetel aos convidados, tendo como encerramento apresentações de músicos e declamadores.

          No sábado com a participação da Fundação Cultural Gaúcha, expondo seus livros que estavam para a venda, e grandes palestrantes a 1ª Feira Literária iniciou seus trabalhos pela manhã com a palestra “O Folclore da mulher gaúcha” com Elma Sant’Ana. A tarde foi a vez de Moacir Flores falar sobre "A guerra dos Farrapos", e logo a seguir sua esposa Hilda Flores palestrou sobre "A mulher na Guerra dos Farrapo"s.

          A 1ª RT agradeceu a presença de quem lá esteve, e espera receber novas visitas para que conheçam a biblioteca e realizem suas pesquisas. "Este projeto está no início, e necessita da colaboração de todos. Recebemos diversas doações antes e durante a feira e assim que chegarem novas contribuições serão juntamente catalogados e inseridos no acervo. Colabore! Faça sua doação!" - concluiu Jeandro Garcia, diretor de comunicação da região.